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PROVAS E TROFÉUS
 
Edmar Mammini
 

A modalidade que mais faz provas em nauti é a Vela Rádio-Controlada.

A prova consiste sempre a mesma coisa, é um triângulo que pretende ser simétrico (equilátero), demarcado com bóias e fixas nestas umas bandeirolas, flâmulas ou galhardetes ,isto para demarcar sem deixar dúvida onde está a bóia.

A prova consiste em se contornar essas bóias sem encostar nelas mesmo levemente e ainda fazer o percurso no menor tempo possível. parece fácil mas não é.
 
Tendo-se em conta o vento.... que nem sempre é constante tanto na velocidade como na direção, tenta-se a princípio colocar as bóias nas seguintes posições, a saber :
 

Na partida ou largada o vento estará de proa, portanto o barco deverá entrar em orça. Ao contornar a segunda bóia teremos vento largo ou de través, é o melhor desempenho para a vela, e na terceira bóia até a primeira volta ou chegada teremos vento de popa, portanto navega-se de empopada.
 

Normalmente faz-se três voltas e assim termina a regata. A distância entre as bóias depende do tipo de veleiro, mas varia também dependendo da raia. Em geral o comprimento varia de 70 a 100 m para barcos da classe M ou 1 metro e 20 a 30 metros para barcos do tipo 65.
 

O que ganha o piloto que vence esse tipo de prova? primeiro pontuação e conceito e depois conforme a prova ou o local recebe-se medalhas e taças ou ainda troféus das mais variadas formas. Considera-se do 1º ao 3º lugar os demais as vezes recebem diploma de participação.
 

O segundo a fazer provas são os barcos de velocidade, a explosão ou elétrico. O conceito é o mesmo que o veleiro só que não tem posição ou velocidade do vento , ele aqui no caso só atrapalha. Também é um triângulo e o comprimento das pernas do triângulo varia conforme o local e a cabeça do Juiz da prova.
 

A prova consiste em não se encostar nas bóias e em quem faz o menor tempo.
 

Não é fácil ! a velocidade é muito acima do que normalmente os impulsos humanos de comando permitem, o piloto está no limiar de sua capacidade e vira e mexe dá uma porrada em alguma coisa ou com outro barco ou na margem, a adrenalina vai a mil, e o cansaço logo toma o piloto que em geral fica nervoso e começam as discussões, é raro uma prova dessas onde outro tipo de explosão não acontece, a dos ânimos.
 

Os prêmios são sempre os mesmos; medalhas , taças e troféus. E muita ovação.
 

É uma prova barulhenta e enervante, é só para quem gosta, o espectador comum se sente atraído pelo ruído dos motores, chega, vê, não entende nada, e vai embora sem perguntar ou saber nada.
 

Prova de percurso, em geral de elétricos, aqui também é admitido o vapor mas muito raramente aparece alguém com barco a vapor.
 

Esse tipo de prova consiste em se fazer um percurso preestabelecido sem muitas regras, é fornecido um desenho do trajeto bem antes do inicio da prova, o modelista se quiser pode fazer um treino antes do inicio da prova, se ele chegar a tempo para isso. A prova consiste em se fazer o percurso sem encostar nas balizas demarcatórias que nem sempre são bóias, sem encostar nas mesmas. É muito difícil fazer isso.
 

O balizamento varia de forma , e são em geral modelos de faróis, ilhotas, ístimos, barreiras longas e até bóias. O porto em geral tem três dimensões e deve-se atracar sem encostar nas laterais, só na proa ou popa é tolerado.
 

O grande problema desse tipo de prova é que devido ao pequeno número de participantes não se pode fazer uma seleção de barcos conforme o comprimento ou melhor o tamanho, dessa forma os modelos menores levam vantagem o os maiores se danam. Existem equações para corrigir isso mais nunca são feitas ou então levam a discussões infindáveis. Não é levado em conta o tipo de modelo ou ainda sua qualidade, qualquer barquinho que funcione pode participar seja lá o que for. Não existe o menor critério de avaliação do modelo.
 

Prova para barcos específicos como rebocadores , pesqueiros e lanchas, sem dúvida existem mas cada vez está mais raro devido a falta de modelos, o único que em São Paulo faz número é o rebocador, onde são feitas provas específicas como “Bollard Trust” que mede o esforço do cabeço ou na realidade a potência de tração do rebocador, mas aí também se peca, por não se levar em conta a escala e o cálculo para se saber na realidade quem é o mais atuante. Prova de rebocar sozinho e em duplas, mas esquecem as escalas isso devido a carência de modelos. Mas existe ,e isso é o que vale.
 

Prova de modelos militares também existe mas em São Paulo nunca houve. Sequer existe o regulamento para ser feita a tal prova.
 

Prova de avaliação estática, que no Rio de Janeiro chamam de “Estética” (sei lá por que?) A avaliação se chama estática porque não é necessário o barco navegar para se faze-la . Esse tipo de prova só é feito em barcos em escala, e o que se avalia é a qualidade da feitura do modelo, sua pintura, e se está de acordo com os desenhos que deverão ser fornecidos a prióri aos juizes, que são sempre três. Pode ser para barcos do tipo estático (e não estético) e para dinâmicos. Ser ou não navegante não influi na avaliação.
 

Existem provas onde tudo é somado e tirada uma média, é o caso das provas na Europa, onde o modelo sofre uma avaliação estática, depois vem a qualidade das máquinas, e a prova de manobras(igual a de percurso); somados os pontos o melhor prevalece. Nesse caso ganha quem tem a melhor escala, construção; a melhor máquina, e o melhor percurso. Os prêmios são dados para todos os itens em separado e um prêmio para a soma dos três.Não é levada em conta a tração, pode ser a remo, vela, vapor, elétrico, ar quente e outro que aparecer, só que tem que passar por todas as provas. Em geral ganham os a vapor seguidos dos elétricos.
 

Para todas essas modalidades os prêmios são sempre os mesmos, medalhas, taças e troféus; as vezes alguém se lembra de dar um diploma junto, onde se especifica o que representou a prova, onde foi e o lugar que ganhou, é o melhor de todos os prêmios.
 

Veja as fotos alguns dos troféus e taças ganhas pelo autor tanto no Brasil como no exterior.

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